A HISTÓRIA da DÁDIVA BENÉVOLA em França

Atribui-se o nascimento do benevolato no contexto da Segunda Guerra Mundial. Entre as duas guerras, a transfusão foi estabelecida com “dadores” remunerados.

Em 1942, o professor Émile Benhamou ficou encarregue de organizar um serviço de transfusão capaz de acompanhar a estratégia da reconquista. Convenceu numerosos dadores benévolos a percorrer a África do Norte (o sangue era por vezes armazenado em biberões para ser transportado). Foi ajudado pelo doutor Aujaleu, futuro artesão da primeira lei sobre a transfusão em 1952, e foi ajudado em 1944 pelo doutor Tzanck. Em 1943, Jean Dousset, futuro descobridor do sistema HLA, (Antigénio de Leucócito Humano), passará o seu certificado de transfusão sob a sua liderança em Argel.

Em França, quando era preciso fazer uma transfusão no mato, não era possível recorrer aos dadores “oficiais”. A dádiva devia ser discreta … e necessariamente benévola.

Após a guerra, a dádiva não foi concebida de forma diferente desgastados os ideais de solidariedade e fraternidade. A Federação Francesa para a Dádiva Benévola de Sangue, criada em 1948, impõe o benevolato em 1952, após uma consulta aos seus apoiantes que o passam com 92%. No mesmo ano, a lei Aujaleu interdita todo o lucro a partir de sangue doado.