Em defesa dos PRINCÍPIOS ÉTICOS da DÁDIVA de SANGUE

A FAS Portugal, à mais de 30 anos que tem vindo continuadamente a denunciar a forma miserável como pessoas, sem escrúpulos, têm vindo a utilizar o plasma doado pelos portugueses para negócios escuros. A bem dos doentes, que beneficiam com as boas práticas em tudo o que se relaciona com o gesto de generosidade dos Dadores de Sangue, defendemos os seguintes princípios de ética e boas práticas:

O plasma dos dadores portugueses é património dos portugueses!

Os doentes portugueses devem beneficiar do sangue e seus derivados, provenientes das dádivas de sangue dos dadores portugueses, porque são benévolos e, por isso, tem mais garantia de qualidade!

O IPST deve receber e gerir todo o plasma proveniente das colheitas de sangue dos dadores portugueses, as feitas pelo IPST e pelos hospitais, para dar economia de escala!

O IPST tem capacidade para inativar plasma fresco para os hospitais e fornece-lo!

O IPST, com o plasma remanescente deve criar parcerias com países que praticam a dádiva benévola não remunerada, (Espanha, França, Itália, etc. e com os laboratórios isentos e credíveis), enviar o plasma e receber o equivalente em medicamentos, bem como os resíduos provenientes dessa transformação. E, assim, poder fornecer aos doentes portugueses medicamentos provenientes dos dadores portugueses!

Os hospitais têm de comprar ao IPST, todo o plasma fresco inativado de que necessitem!

Porque é que o plasma não é adquirido, permitindo que os doentes beneficiem deste componente proveniente da dádiva dos dadores de sangue do nosso País?

Compete ao Governo e ao Estado determinar interesse público, para não se assistir à pouca vergonha da impugnação sistemática dos concursos para o efeito!

Teremos assim, proveniente dos dadores de sangue benévolo do nosso País, as duas vertentes: Plasma para transfusão e plasma para fracionamento.

Para nossa vergonha somos o único país da Europa desenvolvida, que não aproveitamos o nosso plasma.

Os doentes são o nosso objetivo, devemos ajudá-los no anonimato, com altruísmo e de forma benévola, com verdade e com qualidade.

Confiamos nas autoridades judiciais para que investiguem quem deve ser investigado. Exigimos que de vez, todas as instâncias envolvidas tenham finalmente respeito pelo gesto de generosidade dos dadores de sangue e derivados de Portugal!

Aguardamos, vigilantes, o desenrolar dos acontecimentos!

A Direção da FAS Portugal

Nota: Documento enviado para a Presidência da Republica, Presidente da Assembleia da Republica, Grupos Parlamentares, Presidência do Governo da Republica, Ministro e Secretário de Estado da Saúde, Presidente do IPST,IP, Associações de Dadores de Sangue e Comunicação Social.